Mailling-list? Mail com "JUNTAÇÃO" para o backtothefeature@gmail.com Com o apoio de: CinemaParaIST

12 abril, 2012

Calendário de Filmes (World Cinema Edition)

Aqui está ele! Após longa demora, apresentamos o tão aguardado calendário de filmes do segundo ciclo temático de Back To The Feature! O novo ciclo será dedicado ao WORLD CINEMA.

Os filmes foram escolhidos de forma ponderada tendo em conta a relevância e diversidade dos países oriundos no contexto do cinema mundial. O calendário que definimos está sujeito a alterações, no entanto os títulos escolhidos devem permanecer os mesmos. O objectivo deste ciclo é de passarmos um filme a cada duas semanas (o chamado bi-mensal), sendo que a ordem foi definida com base na variação dos países, anos e géneros dos filmes escolhidos. Voltamos a lembrar que as vossas propostas servirão para decidirmos os temas e filmes que se verão após este ciclo. Portanto não hesitem em mandar bitaites. Tá bom?





Quinzena 1 (1 a 15 Jun)
(1991) Raise the Red Lantern
China
(imdb)






Quinzena 2 (16 a 31 Jun)
(1955) Pather Panchali
Índia
(imdb)






Quinzena 3 (1 a 15 Jul)
(1981) Das Boot
Alemanha
(imdb)






Quinzena 4 (16 a 30 Jul)
(1942) Aniki Bóbó
Portugal
(imdb)






Quinzena 5 (1 a 15 Ago)
(1961) Yojimbo
Japão
(imdb)






Quinzena 6 (16 a 31 Ago)
(2011) The Raid: Redemption
Indonésia
(imdb)






Quinzena 7 (1 a 15 Set)
(1925) Battleship Potemkin
Rússia
(imdb)






Quinzena 8 (16 a 30 Set)
(1962) The Exterminating Angel
México
(imdb)






Quinzena 9 (1 a 15 Out)
(1948) Bicycle Thieves
Itália
(imdb)






Quinzena 10 (16 a 31 Out)
(1995) La Haine
França
(imdb)

18 outubro, 2011

Back To The Feature - O Regresso


Após um prolongado hiatus, a equipa do BTTF tem o prazer de vos informar que estamos de volta e que brevemente apresentaremos novos ciclos de filmes.

Estamos abertos a sugestões, por isso caso tenham um tema em mente por favor façam-se ouvir.

Obrigado desde já pela preferência.

27 janeiro, 2009

Vencedores do Mega Passatempo BTTF Óscares 2009!

O passatempo já acabou, as contas já foram feitas e os resultados já estão apurados! Em causa estava um DVD original e selado de um dos meus filmes favoritos, o espectacular América Proibída (imdb), com Edward Norton (que penso que dispensa apresentações) e Edward Furlong (aquele rapaz que vemos na pele de John Connor no Terminator 2).

Queria agradecer desde já a todos pela participação e queria dar os parabéns em nome da equipa ao vencedor deste nosso primeiro passatempo.

And the Oscar goes to...
Sofia Romeiro


Método de escolha do vencedor

Neste passatempo participaram as seguintes 16 pessoas, às quais foi atribuído um número determinado a partir da ordem de participação:

#1 . Cláudia Gabriel
#2 . Rita Martins
#3 . Sónia Bolinhas
#4 . André Gonçalves
#5 . Joana Figueiredo
#6 . Vanessa Casais
#7 . Mónica Costa
#8 . André Godinho
#9 . Carlos Almeida
#10 . Tiago Gonçalves
#11 . Vera Monteiro
#12 . Gonçalo Rodrigues
#13 . Manuel Teixeira
#14 . Tiago Batista
#15 . Nuno Redondo
#16 . Sofia Romeiro




Depois cada um dos elementos da equipa do BTTF determinou 2 números inteiros. Esses números, que foram calculados com a ajuda do site www.random.org de modo a garantir a imparcialidade da escolha, foram: 4 11 17 9 16 12 3 7

Estes números foram então somados (79) e o resultado foi utilizado para calcular o participante vencedor através da seguinte fórmula:


Bem, é tudo por agora. Já sabem, não se esqueçam de nós da próxima vez que abrirem o vosso browser.

Hasta la vista, baby!

25 janeiro, 2009

#11 The Curious Case Of Benjamin Button


Hellooo! Bem-vindos ao que vai ser o primeiro filme feito no século XXI a ser comentado neste blog e o último deste ciclo, ciclo este que abordou o que houve de melhor na 7ª arte, a cada 10 anos, no século passado (isto   para o pessoal que só agora acordou e ainda não percebeu para que isto se trata).

Ora bem, o filme desta semana é o tão falado, comentado (pelo menos espero que venha a ser), visionado e "sobrevalorizado" (isto na minha opinião mas já vão perceber porquê) "The Curious Case Of Benjamin Button", um filme de David Fincher. 

O filme conta a história de Benjamin (Brad Pitt), um rapaz que ao nascimento apresentava a fisionomia de uma pessoa de 80 e à medida que os anos passam vai ficando cada vez mais jovem. Como se isto já não fosse material para fazer um bom enredo ainda temos toda uma problemática por trás: a mãe morreu pouco depois do seu nascimento, o pai mal lhe põe os olhos em cima desata a correr com ele nos braços e deixa-o à porta de uma casa de repouso onde este encontra uma familia e o seu primeiro amor, a jovem Daisy (Cate Blanchett). A história é narrada por Caroline, a filha de Daisy que já velha se encontra no hospital e enquanto um furacão se aproxima deste, Caroline lê para a sua mãe o diário de Ben, onde este descreve as várias aventuras que passou.

Este filme já ganhou vários prémios e está nomeado para mais ainda, prometendo ser um dos grandes contemplados na cerimónia dos óscares, estando este nomeado para 13 categorias incluindo melhor filme.


Agora chegou a altura de fazer aquele comentário que toda a gente está à espera, afinal de contas esta película está nomeada pela academia para melhor filme logo só pode ser soberbo, no entanto eu não gostei assim tanto dele. Gostei ao ponto de ter pago um bilhete de cinema e ADORMECIDO a meio do filme. Tudo bem que se calhar o filme só ficou mesmo impecável a partir da parte em que comecei a ressonar mas a verdade é que estava à espera de mais desta produção. Todavia custou-me ver como as pessoas entravam e saiam da vida de Benjamin Button enquanto este vivia a vida contra a maré. O maior problema na minha opinião que Ben vivia é que enquanto todos os seus amigos e conhecidos iam desaparecendo da sua vida este ia ficando cada vez mais sozinho e a vida não foi feita para se viver assim.

Na pior das hipoteses não topei nada a mensagem do filme e de bom grado o irei ver outra vez mas da próxima vez vou tentar não me meter num sala de cinema depois de fazer uma directa lol.



Bons filmes e boa sorte a quem ainda está a enfrentar a época de exames.

Cajada OUT

22 janeiro, 2009

Mega Passatempo BTTF Óscares 2009!

Olá! Hello! Hola! Hallo! Salut! Ciao! Zdravstvuite! Konnichi wa! Nî hâo! etc!

O caminho para a 81ª Cerimónia dos Óscares está aí e com ele... os nomeados!
(http://www.oscar.com)

O BTTF não fica indiferente a este facto e lança um passatempo para TI, a pessoa bem parecida que está a ler isto!

Para participares basta inscreveres-te na nossa mailing-list do BTTF (email com o subject "JUNTAÇÃO" para aqui) e espalhar o teu palpite de quem será o vencedor na categoria de Melhor Filme num comentário a este mesmo post, efectuado até às 24h de 25/01! (não te esqueças de mencionar o teu nome e e-mail).

O vencedor será escolhido aleatoriamente e será presenteado com um magnífico DVD (original e tudo) do igualmente magnífico filme American History X (América Proibida)!

O vencedor será anunciado e contactado no dia 27/01!

PS: Se o teu filme de eleição do ano 2008 não estiver entre os nomeados, podes também mencioná-lo e soltar a tua ira e indignação
...


18 janeiro, 2009

#10 The Usual Suspects

Bons olhos os vejam vossemecêses indivíduos peculiares que se encontram a ler esta minha crítica neste magnífico blog. Espero que vos esteja a correr tudo bem na vida. Esta semana trago-vos um daqueles filmes que me fazem arregalar a vista! Mas deixemo-nos de "vocês".

Para ficarem com uma melhor ideia do que temos aqui, este é um daqueles filmes sobre um bando de criminosos a tentarem a sua sorte no que melhor sabem fazer. Não parece nada de mais? Pois vejam o filme antes de voltarem a ter esse pensamento. Do pouco que já vi do infindável mundo do cinema, este é um dos grandes filmes do género. Não acreditam? Continuem a ler.

Em primeiro lugar, este é sem dúvida dos melhores enredos de um crime thriller que anda por aí (não é por acaso que ganhou o Óscar para Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen). Começa tudo muito normalmente quando, na sequência da investigação de um roubo a um camião, a polícia reúne o melhor grupo de suspeitos que consegue arranjar, uns quantos criminosos de segunda. E é assim que este grupo se conhece e começa então a trabalhar em conjunto. Depois temos uns quantos golpes, umas cenas de acção q.b., uma lenda do crime à mistura (Keyser Soze), uma intriga de se lhe tirar o chapéu e ainda um ou outro twist. Já vos começa a parecer uma coisa com potencial, não? Pelo menos para mim, são do tipo de "ingredientes" que tem grandes possibilidades de dar num bom filme. E neste caso, o resto correu bastante bem. De tal forma que ao longo do filme a minha curiosidade ia aumentando e na minha cabeça iam-se formando teorias em relação ao que se estava a passar e que não estava a ser contado.

Em segundo, é preciso falar das actuações desde bando de malfeitores da sociedade disfarçados de bons da fita. Claramente as grandes honras da casa vão para o Kevin Spacey que ganhou o outro Óscar arrecadado por este filme. Na pele de Verbal, ele representa um criminoso manco que é o coitadinho do grupo cujo passado misterioso contribui em muito para o ambiente do filme. Sem serem brilhantes, mas sem parecerem mal, temos os bons papeis de Stephen Baldwin, Gabriel Byrne, Benicio Del Toro, e do Kevin Pollak, cujos nomes com certeza vos irão fazer aumentar a curiosidade.

Para finalizar, fora a história e as actuações, acho que é um filme muito fluído onde o alternar entre o narrar da história e as cenas mais mexidas parece sempre muito natural. Neste aspecto, está tudo muito simples mas muito bom.

Espero ter aguçado o apetite a quem não viu. É sem dúvida um dos filmes marcantes dos anos 90, um must-see. Tenho que agradecer a quem sugeriu o porque foi uma grande escolha para o nosso ciclo. Até à próxima pessoal!

He becomes a myth, a spook story that criminals tell their kids at night.
"Rat on your pop, and Keyser Soze will get you."

10 janeiro, 2009

#9 My Left Foot

Olá a todos outra vez! E bem-vindos ao primeiro post de 2009 do nosso blog *joy*
Queria começar por pedir desculpa a todos os bloggers compulsivos, que rondam o BTTF diariamente, pelo atraso da crítica ao nosso último filme. Mas é que entre férias do natal, exames e preguiça não houve até ao momento disponibilidade para tal. Mas tudo isso são erros do passado, e vamos agora passar ao que realmente interessa:

O filme da semana foi “My Left Foot” (“My Left Foot: The Story of Christy Brown” para os puristas). É possível que muitos de vós nunca tenham ouvido falar dele, eu próprio até há pouco tempo também o desconhecia por completo, até porque o facto de se tratar de uma biografia era algo que não cativava muito o meu interesse. Surpreendentemente este filme acabou por ser a maior surpresa (pela positiva) até ao momento, vamos lá saber porquê.



O filme trata da vida de Christy Brown, nascido em Dublin no seio de uma família pobre e numerosa. No entanto Christy Brown não é um rapazinho normal, este nasceu com paralisia cerebral, não tendo qualquer controlo motor sobre o seu corpo à excepção do seu pé esquerdo. Assim, nos primeiros 10 anos da sua vida Christy é considerado atrasado e um fardo para a sua família, até ao dia em que pega num pedaço de giz (com o seu pé esquerdo) e escreve uma palavra no chão. A partir deste dia a sua vida muda radicalmente.

O aspecto que mais me cativou neste filme foi, como não podia deixar de ser, a caracterização da personagem principal. Isto porque Christy é-nos apresentado, não como uma pessoa angelical, perfeita e incompreendida (uma vitima da sociedade), mas como um ser humano normal e com todos os seus defeitos: alcoolismo, inveja, revolta, arrogância, frustração.

Ainda, factor que parece marcar bastante a sua personalidade é o facto de não ter sido criado dentro de uma bolha, protegido do mundo exterior. Christy desde de pequeno que faz tudo o que os seus irmãos fazem, desde futebol a jogos com raparigas.

Christy trata-se de um irlandês inteligente e perspicaz que calhou nascer com uma deficiência.

É ainda de notar que o brilhantismo deste filme deve-se em grande parte ao desempenho de Daniel Day-Lewis, que faz um retrato extraordinário de Christy Brown da puberdade até à vida adulta. Presenteando-nos em diversos momentos com atitudes, expressões e falas (especialmente de humor negro) que aliviam a tensão num filme que poderia parecer excessivamente pesado.

Prestação que foi reconhecida pela academia, tendo ganho o Óscar de melhor actor (1990).

“-But Mr. Brown, you know that smoking is not good for you.”
“-I didn't ask for a f*ing psychological lecture, I only asked for a f*ing light.”

24 dezembro, 2008

Bom Natal pessoas que passam por aqui!

Hey folks!

Após fazer e comer uma catrefada de sonhos, estava aqui à espera que a minha família se aprontasse para sair de casa em direcção ao meu jantar de véspera de natal. E lembrei-me: "Falta uma mensagem de natal no BTTF!"

Por isso cá vai a nossa mensagem em forma de uma das mais míticas frases do cinema (pelo menos para mim):
Bom Natal a todos!

13 dezembro, 2008

#8 Brazil

Terry Gilliam! Para quem não sabe é o membro dos Monty Python que faz aqueles bonequinhos e, quanto a mim, também um brilhante realizador!

Tudo isto porque o filme da semana foi Brazil, dirigido pelo senhor anteriormente mencionado…

O filme segue a vida de Sam Lowry, um homem que leva uma vida aborrecida num mundo futurista distópico repleto de maquinaria. Sam escapa constantemente para um sonho em que é um cavaleiro, num mundo de fantasia, que tenta salvar uma mulher misteriosa. A sua vida altera-se completamente quando um erro de computação troca a identidade de um suposto ‘terrorista’, Harry Tuttle (Robert De Niro), por um tal de Harry Buttle. Este evento despoleta então, uma série de acontecimentos na vida de Sam, incluindo a aparição real da mulher mistério dos seus sonhos.

No final do filme, uma das questões que mais me ficou na cabeça foi esta: Porque se chama o filme Brazil? Sendo que a única relação aparente do filme com o seu título é a constante sonoridade da canção “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso, esta é de facto uma questão, para mim, relevante que, após alguma reflexão e pesquisa, posso responder. Seguindo o conceito de leitmotif, esta canção aparece ligada às aventuras e desventuras de Sam Lowry em oposição à sua vida enfadada e ao mundo em que vive. É por isto que para mim, o belo efeito sonoro constante da música acompanha sempre o motivo do filme e daí o nome Brazil.

Um dos aspectos fulcrais do filme é o facto de se tratar de uma sátira que representa um mundo que vive em distopia e é repleto de burocracia, máquinas e condutas que ninguém entende mas que são essenciais ao funcionamento normal da sociedade. Além de fornecer todo o ambiente (com excepção dos sonhos de Sam), este aspecto contribui também, fortemente, para o humor do filme, satírico e negro na maioria das vezes.

Pessoalmente, acho que o filme brilha principalmente pelos seus aspectos não técnicos. Ainda assim, achei que a fotografia e os cenários estavam sublimes, especialmente pela inclusão constante das condutas pela cidade, pelas casas e principalmente no restaurante chique que reforçava a ideia de apatia das pessoas em relação à sociedade.

É de aludir ainda, que o Senhor Terry Gilliam refere este filme como sendo o 2º de uma trilogia que começa por Time Bandits(1981) e acaba com The Adventures of Baron Munchausen(1989). Esta ideia não se deve a um normal encadeamento lógico, mas sim ao facto de cada um dos filmes tratar da "loucura da nossa estranhamente organizada sociedade e do desejo de escapá-la por quaisquer meios possíveis". Os 3 filmes dão foco a essas lutas e à tentativa de escapá-las através da imaginação: o 1º através dos olhos de uma criança, o 2º, de um homem de meia-idade e o 3º, de um idoso. Por isso deixo já aberta a sugestão de verem os outros dois... (i know i will :D)

Por fim, dizer (adoro esta forma de expressão) que por tudo isto, foi um filme que gostei bastante e não é por nada que é considerado um filme de culto e um dos mais criativos, influentes e importantes dos anos 80.

"Don't fight it son. Confess quickly! If you hold out too long you could jeopardize your credit rating."

FIGHT THE POWER!

06 dezembro, 2008

#7 American Graffiti

Mais uma semana, mais um filme proposto, mais uma sessão de "opinanço" que aí vem. O filme desta semana é o American Graffiti, um filme com argumento e realização a cargo do mestre George Lucas, produzido por Francis Ford Coppola e que conta com a participação de actores como Richard Dreyfuss, Ron Howard e Harrison Ford.

Após ler estes nomes o pessoal já deve estar a pensar: "Bolas eu nem quero saber de que se trata este filme, com tantos nomes de alto gabarito só pode ser bom", vá pessoal, vamos com calma, primeiro o argumento.

O filme conta a história de um grupo de 4 amigos e nas aventuras que estes vivem na última noite em que estão todos juntos, uma vez que Steven (Ron Howard) e Curt (Richard Dreyfuss) partem na manhã seguinte para a faculdade. A película retrata a noite dos anos 60, numa pequena cidade norte-americana, onde o conceito de diversão para os jovens era andar a vaguear pelas ruas a exibir os seus carros, assistir filmes num qualquer "drive-in" ou participar em corridas de rua (que pelos vistos já não é coisa só da nova geração "tunning"). A partir desta descrição podem deduzir que este filme trata-se de uma orgia automobilistica, onde o carro, mais do que um mero meio de transporte, interpreta um papel crucial na vida social e sexual desta geração.

Nesta longa metragem podemos ainda contar com uma banda sonora muito rica em êxitos da década de 60. Para espelhar a importância da música na época surge Wolfman Jack, um locutor de rádio pirata que é uma constante durante toda a problemática, estando sintonizado em qualquer rádio no filme. American Graffiti foi dos primeiros filmes a ser exibido com o sistema de som THX, sistema este que George Lucas havia desenvolvido pouco antes do início da produção do mesmo.


Com tudo isto dito sobre o filme está na hora da minha opinião pessoal e cá vai ela: tudo bem que o conceito de um filme sobre adolescentes que estão em fase de transição pode ter sido novidade nos anos 70 mas hoje em dia está um pouco vulgarizado. Tomando como exemplo o filme American Pie (o primeiro, é claro), podemos apontá-lo como sendo um "remake" do American Graffiti segundo uma prespectiva mais ao estilo da geração de 90, mais voltado para a comédia e muito mais "badalhoco", e como este surguiram muitos mais ao longos dos últimos anos, cada vez mais decadentes.

Embora tenha gostado do filme tenho a certeza que a maior partes dos filmes anteriores apresentam características mais fortes que os tenham levado a entrar para a história do cinema. Se gostam de carros antigos americanos, este é o vosso filme.

Treat your mother Right!

29 novembro, 2008

#6 In The Heat Of The Night

Cá estou eu de novo a abrir o tópico do filme da semana. Desta vez calhou-me o In The Heat of the Night, um filme passado nos anos 60 sobre um polícia afro-americano que procura desvendar um crime numa terra do sul dos Estados Unidos. Ora, o que acham que vem aí? "Um filme de detectives sobre um crime que parece muito simples mas que na realidade não o é e só a personagem principal se consegue aperceber disso e contra tudo e todos lá desvenda o mistério. Ah! Pois é! Se ele é negro numa terra sulista, então é um coitadinho bonzinho e discriminado que é constantemente humilhado e até agredido." Não! É principalmente um filme sobre uma personagem e não sobre um crime. E essa personagem está muito longe do habitual coitadinho e da pessoa perfeita. É principalmente este facto que na minha opinião dá um toque bem diferente ao filme. Juntamos uma pitada de uma grande realização e um cheirinho de uma excelente banda sonora, et voilá! Temos um filmão!

Bem, mas vou explicar exactamente o que dá o mote a este título. Tudo começa com a morte de um dos homens mais ricos da pequena cidade de Sparta. Na busca urgente de um culpado, Virgil Tibbs (Sidney Poitier), um negro que esperava pelo comboio para sair da cidade, é imediatamente considerado suspeito por questões puramente raciais. Mas quando o chefe de polícia local, Chief Bill Gillepsie, se apercebe que Tibbs é, não um criminoso mas, um detective de Filadélfia especialista em homicídios procura a sua ajuda. É então que as pressões para afastar Virgil do caso e a pressa para condenar as pessoas erradas começam a aparecer. Isto só faz com que a vontade de afirmação da força e competência de Virgil se torne ainda mais forte e encontrar o culpado torna-se uma tarefa pessoal.

Mas este filme, como já disse, não tem a sua grande força na história. Primeiro, a forte personagem de Mr. Tibbs, em vez de ser o herói justo e perfeito, é antes apresentada com todos os seus defeitos (até demonstra algum racismo). Depois temos um bom desempenho de Rod Steiger, no papel do Police Chief Bill Gillepsie, que lhe valeu aliás o Óscar de melhor actor principal. Temos ainda uma realização muito moderna que me surpreendeu bastante. Estava cheia de bons planos de câmara e com muitos efeitos de zoom in e zoom out que nos levam de muito perto de um objecto ou personagem para muito mais longe que aquilo que seria de esperar. Notei ainda que houve muito mais utilização de câmaras não-fixas nas cenas exteriores do que aquilo que tenho visto nos nossos filmes. Por fim, tenho que destacar e elogiar a banda sonora criada por Quincy Jones e com participação de Ray Charles, muito ao meu gosto.

Resumindo, adorei o filme. Caiu-me que nem ginjas! É um filme leve mas com todos aqueles ingredientes especiais que fazem os bons filmes. Depois aquele jazz só serviu para que gostasse ainda mais do filme. Vejam, revejam e tornem a rever! Vale muito a pena!

Por fim, a quote que marcou este filme:
"They call me MISTER Tibbs!"

PS: Desculpem se me alonguei muito no texto, mas não conseguia dizer o que queria em menos palavras.
PS2: Olha a Dolores que coitada só tinha 16 anos!

22 novembro, 2008

#5 Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

Mais um dia marcante para a história do nosso blog! Esta quinta-feira passámos pela primeira vez um filme do nosso ciclo para o público. Um obrigado a todos aqueles que estiveram presentes, e esperemos que da próxima vez apareçam ainda mais.

Ora bem, o filme desta semana foi o "Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb", de Stanley Kubrick (um dos mais longos títulos da historia do cinema). E até ao momento, da nossa fantástica lista, este foi o filme que mais gostei.

A história começa com um general da Força Aérea do Estados Unidos mentalmente instável que, durante a guerra fria, convence-se de que os russos estão envolvidos numa conspiração para poluir a água dos cidadãos americanos e ordena um ataque nuclear à União Soviética.
A partir daqui o enredo desenvolve-se em torno da tentativa do presidente dos Estados Unidos de recolher os bombardeiros, tentando prevenir (sem sucesso) o holocausto nuclear.

Pois bem, e o que fez o "Dr. Strangelove" tornar-se na referência que é actualmente para o cinema? Perguntam vocês.
Ora, a genialidade deste filme reside na forma em como Kubrick o apresenta e na época em que o apresenta.
O filme é uma sátira carregada de humor negro que, surgido numa época de grande tensão (e até paranóia) devido à guerra fria e corrida às armas nucleares, consegue descrever um resultado catastrófico (e não completamente improvável) da guerra e ao mesmo tempo fazer o espectador rir.
Ainda a forma como consegue capturar o absurdo da guerra e de algumas decisões e entidades políticas tornam este filme único.

Falando agora de aspectos mais técnicos, um pormenor interessante que gostaria de apontar é que o filme se desenrola em apenas 3 cenários distintos (tendo cada um deles estilos de câmara distintos):
1- A cabine do bombardeiro (B-52), em que as cenas são principalmente à base de close-ups, para reforçar a ideia de um espaço fechado;
2- A Sala de Guerra, em que a maioria das cenas é filmada à distância com uma câmara fixa;
3- O escritório do General da Força Aérea, que usa um estilo mais livre, com mais movimento.
Ainda, não poderia deixar de referir a brilhante prestação de Peter Sellers, que nos consegue providenciar não uma, não duas, mas três personagens hilariantes no decorrer do filme. Sendo estas: Dr. Strangelove, o president Merkin Muffley e Lionel Mandrake (capitão da RAF).



Para terminar, após a rodagem do filme algumas pessoas questionaram o que havia de errado com a personagem do Dr.Strangelove (além do óbvio), para quem ainda se sentir curioso aqui vai: Alien hand syndrome.

"Mein Führer! I can walk!"

18 novembro, 2008

Grande Matiné BTTF: Dr. Strangelove

Esta Quinta-feira, dia 20 de Novembro, pelas 18h vamos exibir o filme desta semana: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb. A exibição vai ser feita no IST (Alameda), no anfiteatro PA1 (pavilhão pós-graduação).


Depois do filme vamos fazer um mini-debate sobre o filme para os interessados.

É tudo! A gerência agradece a vossa presença.
A equipa do BTTF.

15 novembro, 2008

#4: North by Northwest

E chegou agora o momento do meu primeiro testemunho na progressão e análise do CFQMUEEDC (Ciclo de Filmes Que Marcaram Uma Época/Era Do Cinema). Na calha está o filme North by Northwest, uma pérola cinematográfica do grande mestre do suspense Alfred Hitchcock!

North by Northwest é um filme de suspense que segue a história de um executivo de publicidade, Roger Thornhill (Cary Grant) que é confundido com um agente secreto e perseguido, exaustivamente, através dos Estados Unidos por uma organização misteriosa, que acredita que ele esteja a interferir com os seus planos de traficar ‘segredos de estado’ na forma de um microfilme.

Ora, fantástico enredo desvendado, pergunto: que mais pode este filme ter? A resposta: Muito, muito mais!

O enredo do filme começa por criar, logo no início, uma grande intriga que nos deixa enigmados e expectantes do que vai acontecer a seguir. Esta intriga, no entanto, serve apenas de aliciante inicial pois é desfeita prontamente mas deixa-nos ainda com a cómica situação da procura de um agente que não existe, por um homem que, claramente, não sabe o que se passa e que é perseguido por sujeitos desconhecidos que traficam um microfilme, cujo conteúdo é importantemente inútil para o decorrer do filme! (um MacGuffin clássico) =D

A acompanhar vêm cenas de acção que ficaram marcadas para sempre na história do Cinema. Falo obviamente da cena de perseguição do avião pulverizador e da cena de perseguição no Monte Rushmore que estão originalmente fantásticas!

Claro que com a coragem de enfrentar um argumento arriscado, como era este, tendo em conta a tecnologia da altura, aparecem alguns erros de actuação e realização que, no entanto, surgem até com um sentimento humorístico.

Passando para aspectos mais técnicos posso começar pelo início do filme, em que os créditos iniciais são apresentados com uma tecnologia usada pela primeira vez e que passou a ser muito usada desde então: a tecnologia de Kinetic Typography, que basicamente apresenta os créditos com movimento e contextualização com o cenário e cena inicial.
Pude ainda observar outras evoluções face aos filmes que já foram apresentados tais como a filmagem do exterior dos veículos em movimento (mas ainda com o plano clássico, mas ainda sublime, no interior dos bólides) e a primeira transição singular de plano que vi neste ciclo.

Por tudo isto posso dizer que de todos os filmes de Hitchcock que já vi (e já vi uns tantos) este é o melhor!

Para concluir queria só dizer… molho…

08 novembro, 2008

#3: Nights of Cabiria

Esta semana calhou a mim abrir o tópico do filme da semana mas como só acabei de o ver agora mesmo já vai um pouco fora de hora e por isso peço desculpa aos muitos que já devem estar sem unhas de tanto roer à espera para poder mandar uns "bitaites" sobre o 3º filme deste ciclo: Nights of Cabiria.

O filme conta a história de Cabiria Ceccarelli, uma prostituta de meia idade com uma tendência para se afogar em busca do amor e felicidade. Embora não passasse necessidades, Cabiria vagueava pelas noites sempre à procura de algo mais para a sua vida, sendo que apenas se deparava com as situações mais caricatas, como saidas "de mansinho" pela madrugada. Em busca de um caminho, esta procura o conforto de que necessita sempre nos braços dos homens errados que apenas se tentam aproveitar de si.

Com uma excelente representação de Giulietta Masina (que por acaso, vá, era esposa do realizador, só por acaso) este filme mostra uma face obscura das noites Romanas a meados do século XX, retratando as dificuldades por que passavam as "mulheres da vida" que, no caso de Cabiria, no fundo do seu ser, não era mais do que uma ingénua rapariga de 18 anos que ia com a mãe à missa.

Devo ser sincero, não sou grande apreciador de filmes franceses e espanhóis então italianos este deve ser o primeiro que vejo e a verdade é que até metade do filme não lhe estava a achar grande piada, até chegar às cenas que me colaram mais ao ecrã e mudaram completamente a minha opinião sobre a película: durante a ida da protagonista a um santuário de Maria, o momento em que estava rodeada de peregrinos e a sua cara espelhava desespero pois com tanta gente à procura de fé à sua volta esta nunca se sentira tão sozinha e desamparada; e a cena quando esta é hipnotizada e nesse estado revela uma ingénua criança que existe dentro de si cujo objectivo é encontrar o amor.

Embora a prostituição seja a mais velha profissão do mundo não acredito que em 1957 um filme que apresenta as profissionais a "atacar" na calada da noite tenha sido encarado de ânimo leve pois revela à sociedade uma realidade que muitas vezes esta tende a ocultar. Deste modo Frederico Fellini capta em Nights of Cabiria o lado mais sujo da sociedade concedendo-lhe a entrada (directa!) para a história do cinema.

Don't do Drugs.

31 outubro, 2008

#2 Citizen Kane

Mais uma 5ª feira, mais uma grande sessão de cinema. É assim, o dia de estreias nas salas de cinema tem sido o dia predilecto para as nossas viagens aos primórdios do cinema.

O filme que nos calhou na rifa desta vez foi um 'monstro' da história, considerado por muitos o melhor filme de todos os tempos ou, como já ouvi dizer, a Mona Lisa das salas de cinema: Citizen Kane, de Orson Welles que o produziu, realizou e protagonizou.

Esta é a história de uma das pessoas mais ricas e poderosas do mundo. Uma pessoa controversa, amada e admirada por muitos e odiada por tantos outros. Tudo começa em Xanadu, um castelo demasiado grande para poder ser findado e onde tudo parece já abandonado, onde assistimos à última palavra de um homem enquanto este pega numa bola de vidro com uma casa na neve no seu interior. E é essa palavra sem significado aparente, "Rosebud", que leva um jornal a investigar a vida desse homem, Charles Foster Kane, da sua ascensão à sua queda.

Este era à partida um filme do qual esperava muito e dos que mais ansiava ver. Pois bem, infelizmente, não foi bem o que esperava. Começou muito bem e emotivo mas conforme o filme foi entrando na fase mais decadente da vida do protagonista foram-se esgotando os acontecimentos o que parecia levar a um prolongar das cenas além do necessário. Depois na parte final pareceu voltar o prazer inicial com o fechar da história conforme se chegava mais próximo de uma resposta à pergunta "O que queria dizer Rosebud?".

Agora falemos dos aspectos mais técnicos. Tenho que dizer que adorei ver aquelas montagens algo rudimentares para darem profundidade às cenas. Outro aspecto que gostei particularmente foi a caracterização das personagens e, principalmente, o envelhecimento de Charles Kane, que achei muito bom. Por outro lado, a atmosfera Noir, adequa-se na minha opinião muito bem ao filme pois dá-lhe um ambiente mais tenso e conturbado à semelhança da evolução da vida do protagonista. Por fim, contrastando com algumas menos boas actuações do que se sabe no final do filme serem estreantes, está o grandioso papel de Orson Welles.

Para concluir a minha crítica, tenho que aconselhar todos a verem este filme. É, sem dúvida, um filme que tenciono adicionar à minha colecção assim que surgir a oportunidade certa. Espero sinceramente não vos ter retirado a vontade de o ver pois vale a pena. Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ver o filme nem o conseguem arranjar facilmente fica aqui um link para o filme no youtube:
Bons filmes!